O cash flow, que conhecemos como fluxo de caixa, é a medula de todo o controle financeiro de uma empresa. Sem ele, as finanças de uma companhia correm o sério risco de perderem o equilíbrio. Mas não se preocupe! Hoje teremos um passo a passo completo de como montar um fluxo de caixa e estruturar sua organização orçamentária.

Figurando como uma das ferramentas de gestão financeira que não temos como ignorar, o fluxo de caixa tem grande impacto na administração do que entra e sai do caixa. Além disso, ele permite analisar projeções futuras. Isso é determinante para que se evite crises e endividamentos, estabelecendo-se medidas corretivas a tempo.

Aprender como montar um fluxo de caixa é uma atitude primordial, também, para quem deseja calcular sua rentabilidade e lucro com eficácia. Esse acessório ainda oportuniza estimar resultados para os próximos meses ou anos, revelando em quanto tempo um investimento será pago ou quando será possível fazer uma nova aplicação.

Por ser flexível e personalizável, podemos adequar o fluxo de caixa às mudanças na empresa ou variações presentes no mercado em determinado período. Com a inclusão e interpretação apropriada de seus dados, esse mecanismo favorece todas as tomadas de decisão dos gestores do empreendimento.

Sem mais delongas, vamos entender como montar um fluxo de caixa a partir da análise de cada requisito básico que o compõe. Usufrua desse guia que montamos especialmente para você!

Como montar um fluxo de caixa simples do jeito certo

Antes de mais nada, é preciso categorizar os dados que serão compilados segundo a sua procedência. Em seguida, logicamente, registramos essas informações. É imprescindível estar atento para o lançamento correto de débitos e créditos, tanto por conta da precisão dos dados como também para a interpretação adequada dos mesmos.

A seguir, observe a sistematização das classes indispensáveis sobre como montar um fluxo de caixa para que ele esteja completo.

1. Registre as ENTRADAS

A primeira coisa a se aprender sobre como montar um fluxo de caixa é a importância de manter o controle das entradas. Como ENTRADAS, entendemos todo o dinheiro que é creditado para a empresa. Normalmente, os valores são provenientes do recebimento pelas vendas de produtos e/ou serviços prestados bem como a quitação de dívidas feitas por possíveis devedores.

As entradas, no geral, variam bastante a cada mês. Para que nada fique de fora, faz-se inevitável o registro diário desses dados. Até porque é justamente esse tipo de controle que permite constatar quais são os dias da semana ou do mês em que o movimento é mais intenso. Assim, fica muito mais simples o planejamento para atender à essa demanda.

2. Registre as SAÍDAS

As SAÍDAS também são importantes no processo de como montar um fluxo de caixa. Como o próprio nome já diz, são todos os valores em dinheiro que são debitados da empresa. Elas dividem-se, sobretudo, em três esferas:

  • Despesas operacionais – dentre as quais estão todos os custos administrativos da companhia, tais como impostos, salário dos colaboradores, aluguel, contas de internet, telefone, luz, entre outras;
  • Pagamento de fornecedores – basicamente, o que é gasto para pagar o abastecimento da empresa com as matérias-primas necessárias para a produção;
  • Saídas diversas – em meios as quais encontram-se gastos esporádicos, que não aparecem todos os meses entre os débitos, como investimentos, amortização de financiamentos ou consertos.

Há quem prefira subdividir as saídas em ainda mais itens. Quanto mais específicas as categorias, maiores os artifícios de controle. A definição não tem fórmula exata e pode ser adaptada a cada situação ou realidade.

3. Verifique os RESULTADOS de cada período

O procedimento de verificação dos RESULTADOS é muito simples. Trata-se da soma das ENTRADAS e subtração das SAÍDAS. Normalmente, as planilhas de fluxo de caixa ou sistemas de gestão financeira já fazem essa tarefa automaticamente.

Entretanto, entender como montar um fluxo de caixa e apurar os resultados é pouco perto das funcionalidades dessa ferramenta. Além de servirem como base para observação da rentabilidade dos negócios e planejamento de gastos, o saldo final em caixa no final de cada dia precisa ser igual com o saldo inicial em caixa no dia seguinte. O mesmo vale para a virada do mês ou do ano.

É interessante notar que cada período enfrenta peculiaridades. Ter esse controle sobre a variação do dinheiro em caixa em cada época do mês é fundamental. No início, tomando como exemplo, é comum que o saldo seja menor devido ao pagamento dos salários e das contas. Mas ele tende a subir nas semanas seguintes.

4. Calcule o seu LUCRO

Muitos empreendedores questionam a si mesmos para saber se o seu negócio está gerando o lucro pretendido. Como bem se sabe, o lucro consiste no montante restante em caixa depois que todos os custos são descontados.

Os administradores, contudo, optam pela concepção do lucro de duas maneiras, dependendo da intenção do cálculo:

  • Lucro bruto – consiste na receita total das vendas menos os custos variáveis, relacionando apenas os fatores preço e quantidade;
  • Lucro líquido – consiste na receita total das vendas menos o custo total (tanto os custos variáveis quando os custos fixos).

De qualquer maneira, o lucro é fruto do que você ganha menos os seus gastos. Essa resolução define se sua empresa está dando prejuízo ou não.

Caso suas contas estejam no vermelho, alguns procedimentos no próprio fluxo de caixa vão lhe ajudar a tomar providências para retornar ao verde e crescer. O aparato de uma gestão financeira automatizada é ainda mais eficiente nesse sentido. Ela permite, dentre inúmeras outras medidas, que você:

  • Reduza despesas desnecessárias, assim que identificar onde está gastando indevidamente ou em excesso;
  • Altere os preços de seus produtos e/ou serviços com bom senso;
  • Aumente as vendas através de campanhas de marketing ou promoções oportunas.

5. Faça as suas PROJEÇÕES

Entender como montar um fluxo de caixa projetado é outra prática inteligente e importantíssima. O esboço de todas as suas receitas e despesas futuras, inseridas nas planilhas ou determinadas previamente pelo próprio sistema de gestão, permite uma previsão de como ficará o seu saldo após pagamentos e recebimentos que ainda serão realizados.

Esse tipo de prognóstico é muito útil para a garantia da saúde financeira da empresa. Ele permite, a título de exemplo, a contratação de linhas de crédito com previsão de quando poderá quitar o financiamento. Também facilita a coerência entre o tempo que leva para receber de seus clientes e a data limite para o pagamento de seus suprimentos.

Levar as suas projeções a sério será extremamente positivo para seus negócios, pode ter certeza!

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